A força, a superação e a união marcaram a participação do Canomama no 5º Festival Participativo da International Breast Cancer Paddlers Commission (IBCPC), realizado entre os dias 24 e 30 de agosto, em Aix-les-Bains, na França.

A equipe brasileira integrou um dos maiores encontros internacionais dedicados a mulheres que enfrentaram o câncer de mama, levando ao evento a representatividade do Brasil e a mensagem de que a vida pode ser celebrada em movimento.

Realizado às margens do Lac du Bourget, o maior lago natural da França, o festival reuniu mais de 4.500 participantes, 320 equipes e representantes de 37 países de todos os continentes. A programação teve como principal característica a celebração da vida, da amizade, da inclusão e da participação, sem caráter competitivo.

Durante uma semana de atividades, as participantes vivenciaram momentos de integração e emoção, como o Desfile das Nações, a Cerimônia de Abertura, marcada pelo tradicional ritual do dragão, além das provas de 200 e 1.000 metros. Um dos momentos mais emocionantes ocorreu no dia 29 de agosto, durante a Cerimônia das Flores, realizada em homenagem às mulheres que fizeram parte dessa trajetória e que já partiram.

Dois pódios para o Brasil

Dentro da programação esportiva, o Canomama teve uma participação de destaque. Na prova de 200 metros, a equipe conquistou o primeiro lugar em sua bateria, demonstrando velocidade, sintonia e trabalho coletivo.

Já nos 1.000 metros, em uma prova considerada inédita e desafiadora para a equipe, o Canomama garantiu o segundo lugar em sua bateria.

Foram, portanto, duas participações e dois pódios, resultado que representa não apenas uma conquista esportiva, mas também o significado da trajetória construída pelo grupo.

O presidente da Ascade, Francisco Morais, aproveitou a oportunidade para parabenizar toda a equipe e destacou o carinho com que o clube acolheu o projeto desde o início.

“Desde o início, abraçamos o Canomama com muito carinho e acreditamos na força desse projeto, que vai muito além do esporte. Ver nossa equipe chegar à França, representar o Brasil e conquistar esses resultados nos enche de orgulho. É uma demonstração de que, quando oferecemos acolhimento, incentivo e oportunidade, podemos ajudar a transformar histórias e fortalecer pessoas. A Ascade se sente honrada em fazer parte dessa trajetória e estará sempre ao lado do Canomama, celebrando cada conquista e cada nova etapa dessa caminhada”, destacou.

A participação na França também reforçou o papel do Canomama como espaço de acolhimento, convivência, atividade física e fortalecimento de mulheres que passaram pelo câncer de mama. A experiência internacional permitiu ainda ampliar o contato com equipes de diferentes países que desenvolvem iniciativas semelhantes e compartilhar experiências sobre a prática da canoagem e seus impactos na vida das participantes.

Para a fundadora e uma das líderes do Canomama, Larissa Lima, a participação no festival teve um significado que foi muito além dos resultados conquistados nas provas.

“O Canomama foi a primeira associação da América do Sul a participar com uma equipe completa desse festival, o que representa um feito extraordinário, especialmente diante dos recursos necessários para levar 22 atletas. Foram dois anos de planejamento, economia e busca por apoio para tornar esse sonho possível. Participar de um evento que reuniu 4.500 mulheres sobreviventes do câncer de mama colocou novamente o Canomama em uma posição de vanguarda e mostrou a força que o esporte tem para transformar vidas. Mais do que competir, estar na linha de largada foi uma grande vitória de superação para todas nós”.

Larissa ainda reforçou que foram meses de preparação e uma experiência transformadora, que ficará guardada para o resto da vida. “E levar uma atleta de 70 anos, que nunca havia viajado e que jamais havia se imaginado como atleta, tornou tudo ainda mais especial”, concluiu.

A participação do Canomama no evento internacional representa mais um capítulo na trajetória da equipe e reforça a importância do esporte, da convivência e da solidariedade como instrumentos de transformação e qualidade de vida.